Os livros apócrifos são as obras que ficaram de fora do cânon bíblico oficial. Reunimos 29 livros apócrifos em PDF, do Antigo Testamento ao Novo, todos para download gratuito.
Esta coleção cobre quatro vertentes do corpus apócrifo: deuterocanônicos, Livros de Enoque, evangelhos gnósticos de Nag Hammadi e cartas patrísticas. Você encontra Tobias, Judite, Macabeus, pseudo-epígrafos do Antigo Testamento, Tomé, Maria Madalena e Judas.
Baixe qualquer PDF sem registro nem custo. Todos os livros apócrifos estão organizados por categoria para você ir direto ao texto que procura.
Antigo Testamento
Livros Apócrifos do Antigo Testamento
Estes livros, chamados deuterocanônicos pela Igreja Católica, circulavam na Septuaginta grega antes de Cristo. Bíblias católicas os mantêm e bíblias protestantes não os incluem.
Primeiro Livro de Esdras, texto deuterocanônico narra a reconstrução do Templo de Jerusalém após o exílio babilônico, com base na versão grega da Septuaginta.
Segundo Livro de Esdras (também chamado 4 Esdras) compõe sete visões apocalípticas reveladas ao profeta Esdras sobre o destino de Israel e o juízo final.
Livro de Tobias narra a história de fé e reconstrução familiar no exílio assírio, com a intervenção do anjo Rafael que guia o jovem Tobias em sua jornada.
Livro de Baruc é atribuído ao secretário do profeta Jeremias e contém oração penitencial, hino à sabedoria e carta sobre os ídolos no exílio babilônico.
Primeiro Livro dos Macabeus narra a revolta judaica liderada pelos irmãos Macabeus contra a helenização imposta pelo rei selêucida Antíoco IV Epífanes.
Segundo Livro dos Macabeus apresenta uma versão complementar da revolta macabeia com forte ênfase teológica na ressurreição dos mártires e no purgatório.
O Livro de Enoque é o apócrifo mais influente fora do cânon, citado pela própria Epístola de Judas. Foi preservado integralmente apenas na Bíblia etíope e moldou toda a literatura apocalíptica posterior.
Texto fundador da literatura apocalíptica judaica, citado pela Epístola de Judas no Novo Testamento, narra a queda dos anjos vigilantes e as visões celestes do patriarca Enoque.
Edição revisada que reúne o Primeiro Livro de Enoque (etíope) e o Segundo Livro de Enoque (eslavo), apresentando a tradição enoquítica completa em uma única coletânea.
Terceiro Livro de Enoque (Sefer Hekhalot), texto místico judaico atribuído ao Rabi Ismael, descreve as visões da Carruagem de Luz e a transfiguração de Enoque no anjo Metatron.
Os evangelhos apócrifos surgiram entre os séculos II e IV e oferecem retratos alternativos de Jesus. Foram descartados do cânon por falta de autoria apostólica direta, mas iluminam o cristianismo primitivo.
Evangelho de Filipe, descoberto em Nag Hammadi em 1945, é uma coletânea de reflexões sacramentais e teológicas do cristianismo gnóstico valentiniano sobre o batismo, a unção e a câmara nupcial.
Evangelho de Tomé reúne 114 sentenças atribuídas a Jesus, transmitidas pelo apóstolo Judas Tomé, sem narrativa biográfica e com forte conteúdo gnóstico-sapiencial.
Fragmento copta do Evangelho de Maria Madalena preserva diálogos pós-pascais entre Jesus, Pedro e Maria sobre a natureza da matéria, a ascensão da alma e a autoridade feminina apostólica.
Evangelho de Judas, recuperado no Codex Tchacos, apresenta uma reinterpretação radical da figura do traidor: Judas Iscariotes seria o discípulo escolhido por Jesus para libertá-lo do corpo material.
Evangelho Apócrifo de João (Livro Secreto de João) é o texto cosmológico central do gnosticismo de Nag Hammadi, descrevendo a emanação do Pai Invisível, a queda de Sofia e a estrutura do mundo material.
Evangelho Valentino (Pistis Sophia) é um diálogo extenso entre Jesus ressuscitado e seus discípulos sobre os mistérios celestes, os éons e o caminho de retorno da alma à plenitude divina.
Evangelho dos Hebreus (Bessorat HaIvrim), restaurado pelo Institute of Nazarene Jewish Studies, preserva tradições do cristianismo primitivo de raiz hebraica, com nomes próprios em hebraico transliterado.
Coletânea com a Infância de Cristo segundo Pedro e a narrativa apócrifa da Crucificação, considerado o quinto evangelho e publicado pela primeira vez em 1677, conserva versões em grego, latim, armênio e árabe.
Conhecido também como Atos de Pilatos, este evangelho do século III narra o julgamento de Jesus diante de Pilatos e a Descida de Cristo aos infernos para libertar os justos da Antiga Aliança.
Também chamado de Natividade de Maria, este evangelho do século II é a fonte mais antiga sobre a vida de Maria, seu nascimento de Ana e Joaquim, sua educação no Templo e a virgindade preservada após o parto.
Esta categoria reúne cartas atribuídas a figuras da Igreja primitiva e visões apocalípticas que não entraram no Novo Testamento. São textos patrísticos e gnósticos do século I ao IV.
Epístola de Barnabé, descoberta nos manuscritos Sinaítico em 1859, é um tratado doutrinário cristão do século II com forte conteúdo alegórico sobre o Antigo Testamento e os 'Dois Caminhos'.
Breve carta atribuída ao apóstolo Paulo, dirigida aos cristãos de Laodicéia, mencionada em Colossenses 4:16, reúne exortações sobre fé, perseverança e oração mútua entre as comunidades.
Coleção das sete cartas escritas por Santo Inácio de Antioquia (67-110 d.C.), discípulo de São João, durante sua viagem ao martírio em Roma, dirigidas aos efésios, magnésios, tralianos, romanos, filadélfios, esmirniotas e ao bispo Policarpo.
Carta escrita por Clemente Romano à comunidade cristã de Corinto no fim do século I, considerada um dos primeiros documentos da autoridade da Igreja de Roma sobre comunidades distantes.
Apocalipse de Pedro descoberto em Nag Hammadi narra três visões sobre a crucificação e a ressurreição de Jesus, com forte polêmica gnóstica contra os 'eclesiásticos' e a tradição da grande Igreja.
Apocalipse de Paulo de Nag Hammadi narra o êxtase do apóstolo Paulo até o décimo céu, em paralelo com a referência paulina ao 'terceiro céu' em 2 Coríntios 12, descrevendo o juízo das almas e a ascensão mística.